Os 5 melhores discos de Chico Buarque

As cidades (1998): extremamente sutil e leve, brinda o romântico com canções sem compromisso com o social ou com a política. Acho o melhor e o mais pessoal trabalho de Chico. Participação vocal de Branca Lima e Cristina Buarque e instrumental de Guinga e Dominguinhos. Os arranjos, extremamente delicados sem ser piegas, ficam por conta de Luiz Cláudio Ramos.

Continência: Injuriado.

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Construção (1971): divisor de águas na obra de Chico, marca o início de um compositor maduro e engajado. Como foi lançado após seu retorno do auto-exílio na Itália, as canções têm uma base social e política, uma espécie de denúncia. Apesar disso, não deixa de lado o lirismo e o popular. Indicado pela Roling Stones como o número um dos discos brasileiros.

Continência: Construção.

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Meus caros amigos (1976): aclamado por unanimidade como um dos mais finos álbuns de Chico, traz alguns de seus maiores clássicos. Os arranjos de Francis Hime embalam um disco extremamente  íntegro, com um repertório harmônico. Participação vocal de Milton Nascimento. Parcerias com Ruy Guerra, Augusto Boal e o próprio Francis.

Continência: Corrente.

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Uma palavra (1995): este disco nasceu porque Chico quebrou a perna jogando futebol, e, de cama, sentiu vontade de revisar seu próprio trabalho. Sem nenhuma música inédita, ele recria suas próprias composições como quem encontra seus amigos sumidos. O repertório diversificado é um apanhado do sumo de outros discos seus. Em uma das músicas, Chico chegou a reescrever um trecho da letra.

Continência: Quem te viu, quem te vê.

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Paratodos (1993): um disco sobre o tempo. Músicas que falam sobre música, sobre o ato de compor. Isso se dá porque Chico havia abandonado a música para se dedicar ao seu primeiro romance, Estorvo. Depois de lançar o livro, o artista sentiu a necessidade de redescobrir o violão. E assim nasceu o repertório: algumas inéditas, algumas regravações. Sublime. Participação vocal de Gal Costa. Como curiosidade, as fotos de Chico na capa foram feitas em sua adolescência, não por um fotógrafo, mas por policiais, para sua ficha criminosa – Chico e um amigo haviam roubado um carro em São Paulo e passaram a noite na prisão.

Continência: Choro bandido.

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3 Respostas

  1. Bacana!
    Mas, não ha nada pós Chico Buarque de interessante?
    será que a criantividade e o glamour da MPB acaba em Chico?

    • Bruno, há sim, com certeza! Procure nossa coluna “Com vocês”. Lá eu apresento talentos novos pouco conhecidos, mas que valem a pena.

      Abraço!

  2. Particularmente acho o disco “Vida”, de 1980, melhor que o paratodos.

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